O Mundo em Fotopoesia: Croácia
Após muita festa em Budapeste, falo agora de Hrvatska e Hvar: estes nomes estranhos e quase impronunciáveis são bastante conhecidos pelos Croatas. O primeiro é o nome Croácia na língua local e o segundo é o nome de uma das ilhas mais populares da Croácia. Pois bem, cheguei aos Balcãs no começo de outubro de 2012 (perto do fim do mundo), final do verão europeu. A temperatura caía no leste europeu e eu seguia o rumo do sol. Comecei pela capital, Zagreb, fina e organizada que guarda em seu centro histórico museus, catedrais e até um funicular. Um prato cheio para quem gosta de cultura. Após uma day trip por lá, rumei então para os lagos Plitvice, famosos pela coloração da água que varia de acordo com a posição do sol e a sua composição mineral e biológica. Apesar do clima nublado, fiz uma formidável caminhada pelas suas cascatas e de quebra consegui uma carona pra Zadar.
Zadar, apesar de não ser esplêndida como outras cidades próximas, possui algo bem peculiar chamado Órgão do Mar. Uma série de tubos inseridos em degraus de mármore sobre a costa garante uma música harmônica e relaxante feita pelo oceano. É a Terra que está viva, meus caros, e cantando. Uma noite por lá foi suficiente e eu logo rumei para um outro grande point chamado Split. Cidade histórica que merece uma visita não só pela cultura, mas também para pegar o ferry para Hvar, a grande Ilha Solar. Hvar é considerada o ponto mais ensolarado da Europa com quase 2800 horas de luz solar por ano. Para ser ter uma idéia, o sertão nordestino apresenta uma média de 3000 horas anuais de luz do sol. Vale a pena ou não?
E tem mais, suas praias paradísiacas fazem do lugar um oásis para quem quer apenas relaxar e desfrutar a vida. Quer mais? Justamente no segundo dia que eu estava na ilha, havia uma celebração de ação de graças e os nativos estavam dando almoço grátis pra todo mundo. Melhor que isso, só ganhar na Loto mesmo. Desfrutei bastante do clima de Hvar e o por do sol na ilha é de outro mundo. Vale cada lágrima e cada Kuna (moeda local). Já era fim do verão e a temperatura por lá estava na casa dos 25ºC. A água gelada era um refresco para os banhistas.
Difícil na Croácia é traduzir o cardápio de alguns restaurantes. Em um deles tive o deslize de pedir o prato tradicional. Ocorre que a cozinha croata é um mix de diversas outras culinárias locais, sobretudo da Húngria e Áustria, e com um toque mediterrâneo. Tudo é local. Como estava perto do mar, insisti nos frutos do mar com especiarias acompanhado de um vinho croata e nisto eles são bons. A própria ilha tem uma grande produção de vinho e é lá nós bebemos direto da fonte.
Após voltar para o continente, rumei em direção a Dubrovnik. Ocorre que no meio do caminho tinha uma Bósnia e eu decidi então visitar o país islâmico antes de seguir até a última cidade da Croácia. Živjeli! Viva!
Lucas Ramalho






















Maybe Tomorrow
“Dedicado a todos aqueles que vivem o amanhã
como se fosse o próximo dia”

