O Mundo em Fotopoesia: Espanha
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Barcelona, quem conhece não esquece. Cidade irreverente, excêntrica, dinâmica, moderna, mas ao mesmo tempo acolhedora e irresistível como a brisa que sopra do seu mar. Barcelona sagrada, da Sagrada Família que permitiu ao arquiteto Gaudí obras tão formosas e admiráveis. Barcelona das Ramblas por onde desfilam gentes de todo o mundo. Barceloneta dos peixes e frutos do mar, do porto e do teleférico no ar. Das muralhas e montanhas ao teu redor, castelos, símbolos da força-mor.
Cheguei à Barcelona precisando relaxar. Acabara de voltar do intenso Marrocos, de onde segui para uma curta estadia de 3 dias em Madri. Lá tive a grata surpresa de rencontrar Dario, mexicano que também viajava pelo mundo. Tinha conhecido-o no começo de 2012, na Bahia, em minhas férias do último emprego. Pois justamente em agosto, sem combinar nada, trombei com ele novamente em Madri. Fizemos a festa. O hostel era bem acolhedor e a cidade é bem frenética. Toda noite tinha um evento ou um encontro. Sem contar a culinária fantástica da cidade. Fui ao famoso restaurante La Bola, onde degustei um cocido madrileño delicioso, a versão espanhola da nossa feijoada, porém um pouco diferente. Ao invés do feijão preto, grão de bico; o prato é servido em três partes, uma depois da outra. Primeiro, a sopa com o caldo da cocção, depois o grão com as verduras e por fim a carne cozida sobretudo de porco, mas também de galinha e vaca. Depois desse banquete, uma sesta no meio da praça pra deixar o estômago trabalhar melhor. A hora da sesta é bem interessante por lá, é possível ver todos os tipos de pessoas jogadas pelas praças depois do almoço, engravatados, madames, playboys. Em São Paulo, não sei se daria muito certo, mas que é muito bom tirar uma soneca depois do almoço, isso é.
Mas eu falava de Barcelona, pois bem, logo que cheguei à cidade tive uma ótima recepção na casa de um alemão, Ralph, que gostava de hospedar brasileiros. Lá, encontrei mais dois acomodados em seu apartamento. Logo saímos a conhecer a noite da cidade. Caminhamos pelas pequenas vielas que nos davam acessos aos bares escondidos das grandes avenidas. É preciso ser um bom explorador para descobri-los. As ruazinhas estreitas podem enganar os desavisados, além de serem um pouco perigosas. Elas me lembram o cenário do Resident Evil, mas sem os zumbis. Por todo lado, é possível encontrar paquistaneses e outros eses vendendo cerveja barata pelas calles. Reza a lenda que eles costumam guardá-las nos bueiros para evitar a fiscalização. De minha parte, não me atrevi a consumi-las.
De dia, a cidade se transforma. Hora de explorar as obras de Gaudi, conhecer a catedral Sagrada Família que ele arquitetou, as obras deles no parque Guell. Sua arquitetura arrojada e futurista é incrível, a impressão que eu tive ao entrar na catedral foi a de estar em um lugar 200 anos a frente do século XXI. Em uma outra dimensão. Mas Barcelona é também mar e após uma curta caminhada cheguei ao bairro de Barceloneta, que parecia outra cidade. A brisa do mar por ali é marcante e as casas e ruas são bem diferentes do restante da cidade. Como a fome apertava, degustei um delicioso peixe e um ótimo vinho. A seguir um passeio de teleférico bem turistão mesmo e uma visita as montanhas que cercam a cidade. Barcelona é montanha também. À noite: ramblas, festas, becos, bares, paquistaneses e ramblas novamente. Bem divertida a noite catalã.
Fiquei apenas quatro dias na cidade, pois tinha voo marcado em seguida. Me despedi de Ralph e dos outros brasileiros e segui em direção à riquíssima Suiça. Barcelona ficou bem marcada em minha lembrança e por isso voltarei um dia sem dúvida pra esse pedacinho da Europa tão agradável. De lá segui então para Suíça e depois para Praga.
Mister Luram Toccacelli





Pombos se amando





























Cristo de Pára-quedas



