O Mundo em Fotopoesia: Albânia, Montenegro e Macedônia
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Saindo da Bósnia, fiz uma curta visita a Montenegro. Dois dias passando por Budva e Ulcinj. A população do país (~600 mil habitantes) é apenas um pouco maior do que a do distrito do Grajaú, na cidade de São Paulo. Budva é uma cidade costeira à beira do mar Adriático que serve de parada para diversos cruzeiros que circulam pelo Mediterrâneo. Cidade multicolorida com um centro histórico bem preservado, oferece vistas incríveis a partir de um antigo castelo localizado a apenas 15 min de caminhada. De lá, tentei visitar o resort Stevi Stefan, localizado em uma ilha conectada à costa por uma pequena passarela. Fui barrado pelos seguranças: para entrar lá somente com uma reserva de hospedagem, bem salgada, diga-se de passagem. Mas as fotos do lugar valeram muito a pena. Segui de van então para Ulcinj com um motorista bem excêntrico. Contei três chances reais de acidente, mas o bom Deus Mercúrio nos protegeu de tudo. Segui então para Shkoder, na Albânia. Ao descer da van, perguntei a um francês que também estava na van para onde ele ia, ele não sabia. Éramos dois. Jamais tinha ouvido falar do lugar. Seu nome era Leonard e decidimos então ir em busca de um lago que ficava nos arredores da cidade. Após algumas perguntas e duas horas de caminhada finalmente chegamos ao lago. Fomos brindados com um arco-íris incrível (foto abaixo). Almoçamos e como já era tarde, procuramos um lugar para dormir. Uma casa em construção foi nossa refúgio pela noite. Fizemos uma fogueira e dormimos no chão mesmo.
De manhã, partimos de volta para a cidade e seguimos então para a capital Tirana. Albânia é um país bastante excêntrico. De forte influência italiana, é difícil encontrar alguém que fale inglês no país. Tirana possui menos de um milhão de habitantes, alguns deles, com hábitos bem peculiares. Chegando na cidade logo percebi que de nada adiantaria o inglês. Foi a hora de tirar do bolso um pouco do italiano que eu tinha. Por sorte Leonard também falava italiano. Uma senhora fez questão de tirar foto comigo e com a minha câmera. Mas estávamos procurando uma van para a cidade de Skruda, já na fronteira com a Macedônia. Então encontramos um italiano que vivia por lá. Caiu como uma luva. Nos levou até o guichê da van que iria até à cidade. Compramos a passagem e como tínhamos bastante tempo, ele então nos levou para um passeio típico de domingo na cidade: o supermercado. O ônibus estava lotado, parecia que todas as pessoas da cidade estavam indo para lá. Jovens bem arrumados, idosos e adultos se amontoavam no ônibus disputando um lugar. Depois de meia hora chegamos. O mercado tinha um cinema e uma área de jogos, o único de Tirana. Compramos alguns alimentos, demos um passeio e voltamos a tempo de pegar nossa van. Em Skruda chegamos de madrugada e novamente tivemos que dormir na rua. Achamos um quiosque vazio na beira da praia e por lá dormimos. Com o nascer do sol partimos, Leonard e Eu, para Ohrid, já na Macedônia. Cidade super barata, decidimos então dormir em um quarto com cama e chuveiro quente, pois era tudo que precisávamos. Ainda de manhã, o dono da pensão nos ofereceu um pouco de Arika (conhecida como leite de égua), um forte destilado que é comumente bebido por lá. Lógico que tomamos para começar o dia bem. Visitamos a cidade e à noite então finalmente descansamos em berço esplêndido. No dia seguinte me despedi de Leonard e segui então para Escópia, capital do país para uma curta visita. Cansado de passar todos os dias na estrada decidi que ficaria pelo menos duas semanas no próximo país, que seria a Bulgária. No hostel, uma brasileira me deu o endereço de um casal de amigos estadunidenses que moravam em Sófia. Me despedi da Macedônia e fui encontrar estas duas pessoas incríveis que me acolheram tão bem que paracia que éramos amigos de longa data. Mitakuye Oyasin!
Lucas Ramalho























